Por que "Igreja do Futuro"?




A REINA se propõe a ser uma igreja voltada para o futuro. O que significa isso, afinal? A Igreja do Futuro não é voltada para si mesma, mas para o mundo, tendo por objetivo primordial a implementação do Reino de Deus. Ela é reinista, em vez de igrejista. Assim como o Espírito Santo não chama a atenção para Si, mas para Cristo, a Igreja do Futuro não pretende ser o centro das atenções, mas projeta seus holofotes para a nova humanidade, a ser edificada ao redor do Trono.

Neste contexto, a igreja é o farol, a humanidade é o navio, e o Reino de Deus é o Porto Seguro. Um farol não pode apontar sua luz para si mesmo. Seu papel é iluminar o caminho, possibilitando ao navio chegar seguro ao porto. Assim, a igreja tem a missão de ser paradigma civilizatório, a fim de que as nações andem à sua luz.

Embora sua origem seja celestial, ela emerge da realidade em que está inserida. Por isso, a igreja do futuro é emergente.

Ao emergir, ela atrai para si, não os holofotes, mas a responsabilidade por tudo o que diz respeito à condição humana e suas demandas. Por isso, ela é convergente. Sua cosmovisão é ampla e abarca a realidade como um todo, desde a cultura, a educação, as ciências, a justiça social e o meio-ambiente.


Nossa ênfase principal recai sobre o binômio: Reino e Graça. 

Entendemos que a mensagem do Reino de Deus é de tal abrangência e magnitude, que não pode ser mopolizada por uma denominação eclesiástica. Por isso, sempre dizemos que o Reino é maior que a REINA. 

O propósito da REINA é ser porta-voz da mensagem que une as doutrinas da Graça à ênfase no Reino de Deus.

A expressão “Trono da Graça” encontrada em Hebreus 4:16 sintetiza a visão reinista. “Trono” fala de Reino, de Soberania, de Governo, enquanto “Graça” aponta para a maneira como o Criador lida com a Sua obra. Ele a governa com amor, submetendo-a a Seus cuidados.

Falar do Reino de Deus não é referir-se a uma espécie de despotismo divino. Mas é falar de como Deus controla e dirige todas as coisas, fazendo-as cooperar em conjunto, para o bem daqueles que O amam, e que são partícipes de Seu eterno propósito (Rm.8:28).

O Reinismo pretende realçar a doutrina da Soberania de Deus, seu escopo, e suas conexões e implicações doutrinárias.

Ele não possui um plano B, pronto a ser acionado, tão logo o plano original fracasse.

Ele reina!

E Seu Reino vem desde a eternidade!

Seu Reino não será realidade num futuro distante. Ele já é real desde sempre. Só pode acreditar no futuro quem acredita num reino presente.

Jesus Cristo veio anunciar este Reino. Ao dizer que o Reino de Deus estava próximo, Jesus não estava dizendo que aquele Reino ainda não vigorava, e sim que não se tratava de uma realidade distante.

Porém, importa realçar que por meio da Encarnação de Cristo, o Reino de Deus entre os homens alcançou uma dimensão nova.

Agora, Deus elevava a humanidade a uma condição única. Em Cristo, a humanidade foi exaltada acima de todos os demais seres do Universo. N’Ele, fomos postos “acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Ef.2:21). Cristo reina soberanamente como Deus e como Homem.

A mensagem do Reino deve ser considerada prioridade. Este foi o tema inicial do ministério de Jesus (Mc.1:15). Era acerca dele que os apóstolos constantemente pregavam (At.20:25).

O Homem Jesus recebeu do Pai toda autoridade no céu e na terra. Ao ser assunto ao céu, Ele não assentou-Se em uma cadeira de balanço, a espera do tempo em que reinaria sobre as nações. Não! Ele assentou-Se no Trono de Seu Pai, e desde então, está regendo as nações com Cetro de Ferro (Confira Ap.2:27; 3:21).

“Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap.11:15b).

A pregação do Reino produzirá temor nos homens, que resultará na conversão de todas as nações.

“Grande e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo. Todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, pois os teus juízos são manifestos” (Ap.15:3b-4).

Aqui está o último capítulo da História. Antes que seja inaugurado o Estado Eterno, todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp.2:10-11).

Vale a pena hipotecar nossas almas nesta certeza. Pois Deus hipotecou Sua Palavra: “Por mim mesmo jurei, a minha boca proferiu, com toda a integridade, uma palavra que não tornará atrás: Diante de mim se dobrará todo joelho, e por mim jurará toda língua” (Is.45:23).

O movimento reinista crê e prega com veemência que todas as nações se converterão a Cristo, antes de Seu retorno glorioso.

“Todos os confins da terra se lembrarão, e se converterão ao Senhor; todas as famílias das nações adorarão perante ele, pois o reino é do Senhor, e ele domina entre as nações” (Sl.22:27).

O destino da Igreja no mundo é, sem dúvida, glorioso. Como Nova Jerusalém que é, a Igreja é a capital do Reino de Deus, paradigma para uma nova civilização. As nações devem caminhar à sua luz.