Cremos




Confissão de Fé

O que é Doutrina?

Q
uando se fala de doutrina, muitos pensam tratar-se de proibições e regras impostas por uma denominação aos seus membros.  A Nação Apostólica não compactua com este conceito equivocado de doutrina. Admitimos que cada deno-minação tenha seus próprios usos e costumes, e os respeitamos, mas não os reconhecemos como doutrina.
Escrevendo aos crentes Colossenses, Paulo os adverte: “Se estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, como: não toques, não proves, não manuseies? Todas estas coisas estão fadadas ao desa-parecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e ensinamentos dos homens. Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne” (Cl.2:20-23). Á luz disso, preferimos cultuar a Deus em um ambiente permeado de liberdade, onde o próprio Espírito Santo promova a trans-formação necessária nos fiéis, sem que haja qualquer pressão humana (Leia 2 Co.3:17-18). Entretanto, recomendamos aos membros que pautem suas vidas na decência, na discrição, e no bom-senso, para que o Evangelho não seja desacreditado. “O que é mais importante”, escreve Paulo, “deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo” (Fp.1:27a). Afinal, todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convêm (1 Co.6:12).
            Conquanto não nos preocupemos tanto com questões de usos e costumes, adotamos um conjunto de doutrinas que constituem nossa Confissão de Fé.  Doutrina, porém, não diz respeito às regras comportamentais, e sim ao ensino geral das Escrituras, que deve fundamentar nossa crença e nossos valores éticos, morais e espirituais. O vocábulo grego traduzido em nossa Bíblia por “doutrina” é didaquê, e significa literalmente “ensino”.
Não obstante, nosso comportamento será radicalmente afetado por aquilo em que cremos. Basta uma leitura superficial das epístolas, e perceberemos que, ao término de cada apre-sentação doutrinária, segue-se uma orientação prática. Por exemplo: Depois de falar sobre o “dia do Senhor”, e de Sua justa ira contra o pecado, o apóstolo Pedro conclui: “Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade...? (2 Pe.3:11). Fica claro que a doutrina ali esboçada acerca do dia do Senhor tem implicações éticas profundas. Escrevendo aos Efésios, depois de gastar quatro capítulos e meio apresentando algumas das mais notórias doutrinas cristãs, Paulo conclui: “Portanto, digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam os outros gentios, na vaidade do seu pensamento (...) Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo (...) Aquele que furtava, não furte mais, antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o necessitado (...) Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritarias, e blasfêmias e toda a malícia sejam tiradas de entre vós” (Ef.4:17, 25, 28,31). Não devemos imaginar que Paulo estivesse apresen-tando um conjunto de proibições para os crentes. Em vez disso, ele estava demonstrando o quanto a sã doutrina acaba por influir em nossa compreensão acerca da vida, e em nossa postura diante dos dilemas cotidianos.
O que a igreja precisa não são de mais regras. Regras não produzem santidade. Pelo contrário, acabam por instigar o homem à rebeldia. O que a igreja precisa é de uma compreensão melhor das doutrinas cristãs.
Se nos perguntarem se a Nação Apostólica tem doutrina, nossa resposta será “sim”. Se nos perguntarem se adotamos regras que visem restringir a liberdade, diremos que “não”.
Os costumes mudam com o tempo, mas a doutrina de Cristo é Eterna. O que hoje é “moda”, amanhã não será mais. Nos tempos de Cristo, por exemplo, os homens usavam vestidos, hoje usam calças. Entre os coríntios, uma mulher de cabeça raspada era considera prostituta. Hoje, o que caracteriza uma meretriz é a sua extravagância. Tudo isso passa com o tempo. As convenções sociais mudam, mas a Palavra de Deus perma-nece para sempre.
A pergunta certa a ser feita não é o que fazemos ou deixamos de fazer, nem o que usamos ou não, mas “em que cremos”. A resposta vem a seguir.

Cremos...

1.      Que toda a Bíblia, incluindo Antigo e Novo Testamentos, é a Palavra autorizada de Deus, compreendendo toda a Sua revelação à humanidade, tendo sido escrita por inspiração divina, e por isso é inerrante e única regra de fé e prática cristãs. Mt.22:29; 26:56; Lc.4:21; Jo.10:35; Rm.1:2; 16:26; II Tm.3:16; II Pe.1:20

2.      Que existe um único Deus, Eterno, Todo-Poderoso, Todo-Amoroso, perfeito em caráter, Onisciente, Onipresente, Criador, Preservador e Governador de todas as coisas, e único Ser digno de culto, diante de Quem todos hão de prestar contas. Gn.1:1; 1:31; 14:22; 17:1; Sl.19:1; 46:10; 47:7; Jr.10:10; I Co.8:4; Ef.4:6

3.      Que o único Deus Se revela em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O Pai é a fonte, a origem da vida, o Filho é a Sua mani-festação visível e o canal pelo qual esta vida é compartilhada, e o Espírito Santo é a própria vida de Deus. Os três constituem o único Deus, indivisível, auto-suficiente, e perfeito em Si mesmo, não dependendo de Suas criaturas nem mesmo para relacionar-Se. Dada a composição de Seu Ser, Deus jamais esteve sozinho. Desde a eternidade, Pai, Filho e Espírito Santo co-existem em comunhão perfeita de amor. Apesar disto, Deus deseja relacionar-Se com Suas criaturas, e isso, através de Seu Filho Jesus Cristo, que é a Sua Palavra, a expressão exata do Seu Ser.
Gn.1:26; 3:22; Mt.3:16-17; 28:19; Jo.14:16-17,23 e 26; I Pe.1:11-12; Rm.8:9; At.16:6-7; Gl.4:6

  1. Que Jesus Cristo não foi criado, mas gerado no Hoje Eterno (eternidade). Ele é o princípio da criação, não por ter sido o primeiro a ser criado, mas por ser o princípio pelo qual Deus criou todas as coisas. Ele não é primogênito da criação por ter sido criado, mas por ter primazia sobre ela. Jamais houve um tempo em que Ele não existisse. Podemos compará-Lo à luz gerada pelo Sol; desde que existe o Sol, sua luz é refletida. Assim também, entendemos por analogia, que desde que existe Deus, Cristo existe. Ele é o Filho eternamente gerado pelo Pai. Tal verdade também se aplica ao Espírito Santo. Ele provém do Pai e do Filho, assim como o calor, a energia, provêm do Sol e de sua luz. Hb.1:5,6; Col.1:15-18; Ap.3:14; Pv.8:22-31; Jo.1:1-4
  
  1. Que na Pessoa de Jesus acham-se unidas as naturezas Divina e humana, constituindo-O um Ser sui generis, pois é ao mesmo tempo, 100% Deus e 100% homem. Em Sua encarnação, Ele uniu em Si mesmo estas duas naturezas que se haviam tornado antagônicas por causa do pecado, tornando-Se assim o único Mediador entre Deus e os homens. Jo.1:1; 10:30; Tt.2:13; Hb.1:8; II Pe.1;1; I Jo.5;20; I Tm.2:5; Rm.9:5

  1. Que nossos primeiros pais foram criados em estado de inocência; ao serem testados, desobedeceram, perdendo sua pureza original, e o direito de desfrutar da comunhão com Deus. Em conse-qüência, herdamos sua natureza corrupta e pecaminosa, e por isso, tornamo-nos alienados de Deus desde o nascimento, ficando expostos à Sua justa ira. Gn.3:6; Rm.3:23; 5:12,14; I Co.15:22; Sl.51:5

  1. Que Deus Se fez homem, e veio ao mundo, nascido de uma virgem, para experimentar o sofrimento e a angústia nos quais a humanidade estava mergulhada, e assim, identificando-Se com os homens, pudesse compadecer-Se deles, e salvá-los inteiramente.
Hb.4:15; Is.53:3; Lc.1:26-35

  1. Que o Senhor Jesus reverteu, por intermédio de Sua obediência ao Pai até a morte, o processo de rebelião, destruição e morte em que a humanidade e o cosmos estavam, e que, através de Sua morte vicária, fez expiação de nossa culpa, tornando-nos aceitos aos olhos de Deus e livres da penalidade do pecado.
Rm.3:26; 5:18; II Co.5:19; At.4:12; Hb.10:2; I Tm.2:4

9.        Que Jesus morreu crucificado, vítima de uma conspiração entre judeus e romanos, porém, cumprindo o programa predeterminado por Deus desde o início dos tempos. E que no terceiro dia, res-surgiu dentre os mortos, vivendo ainda por quarenta dias no mun-do, antes de sua ascensão aos céus. Lc.23:33-46; At.1:3-9; 2:23-24

  1. Que a salvação é um ato soberano de Deus, sem qualquer participação ativa do homem. Tanto o arrependimento, como a fé e a regeneração são produzidos pelo Espírito de Deus nos que foram alvos de Sua escolha. O homem, por estar espiritualmente morto, não pode cooperar com a sua salvação, nem mesmo desejá-la por si mesmo. É o Espírito Santo que desperta nele tanto o querer quanto o realizar. Ef.2:8; II Tm.2:25; Rm.2:4; At.11:18; I Pe.1:23; Tt.3;5; Ef.2:4-5; Rm.3:12; 9:14-16; Sl.71:3; 65:4; Jo.6:44; Fp.2:12-13; II Co.5:18

  1. Que Deus, Segundo o Seu imutável propósito, já determinou a salvação de todos quantos escolheu desde os tempos eternos, fazendo-os recipientes de Sua Misericórdia. Uma vez que nos é impossível saber quem é ou não escolhido por Deus, cabe-nos pregar o Evangelho indistintamente a todas as criaturas, deixando os resultados por conta do Espírito Santo. Nosso papel é semear a boa semente da Palavra de Deus, não importa se ela cai à beira do caminho, em terreno pedregoso, entre espinhos, ou na boa terra.Ef.1:4-6,11-12; Rm.8:28-30; 9:20-23; At.13:48; Jo.15:16; Mt.13

  1. Que somos justificados pela Graça, mediante a fé no sacrifício de Cristo, que Se fez pecado, para que fôssemos declarados justos no Tribunal de Deus. Portanto, não nos resta condenação alguma. Na cruz, a penalidade do pecado foi aplicada em Jesus, isentando-nos do juízo de Deus. Se depois de salvos, delibe-radamente permanecermos no pecado, seremos severamente disciplinados, porém, jamais condenados. Rm.5:1,9,16-19; 8:1; I Co.11:32; Hb.12:7-8; Jo.5:24

  1. Que o homem natural não tem condição alguma de atender aos padrões de santidade exigidos por Deus em Sua Lei, e por isso, não deve tentar alcançá-los por seus próprios esforços. Antes, deve render-se a Deus, a fim de que Cristo viva através dele a vida que ele não tem possibilidade de viver, atendendo assim, às exigências da Lei. É preciso que a Cruz de Cristo seja experi-mentada em seu viver diário, para que também experimente o poder de Sua ressurreição. Fora disto, não há esperança de se alcançar a glória final.  Gl.2:20; II Co.4:10; Rm.6:6-11; 8:4; Col.1:27

  1. Que a Lei foi dada por Deus aos homens, e por isso, é boa, e deve ser usada legitimamente, não como instrumento de salvação, mas para mostrar-lhes os parâmetros que identificam o certo e o errado, e para diagnosticar o estado humano de pecaminosidade, apontando o remédio, que é a Graça manifestada em Cristo. Rm.7:7,12; I Tm.1:8-10; Gl.3:24

  1. Que as boas obras devem ser feitas pela motivação correta; não para alcançar méritos perante Deus ou por vanglória, e sim em gratidão a Deus e para a Sua glória. Elas não constituem a causa de nossa salvação, e sim a conseqüência natural dela. Isto é, não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras. Mt.5:16; Mt.6:1-2; Rm.11:6; Ef.2:8-10; Cl.3:17; Tt.1:16; 3:5-8; Hb.6:10; Tg.2:14; I Pe.2:12; 4:11

  1. Na perseverança dos santos como sendo um decreto inviolável de Deus. Ele não é apenas o autor, mas também o consumador da nossa fé, cujo fim objetivo é a salvação eterna. Ele começou a boa obra em nós, portanto, cabe a Ele terminá-la. Por ser um dom, a salvação independe de nossos méritos, e por isso, não pode ser revogada. Todo aquele que nEle crer, há de ser preservado até o fim. Hb.12:2; I Co.1:8;  I Pe.1:5,9; Jo.6:37,39; Fp.1:6; Rm.11:29; II Ts.3:3; Jd.24

  1. Que todo cristão verdadeiramente nascido de Deus é habitação do Espírito Santo, tendo sido por Ele selado no momento em que creu e recebeu a oferta da salvação. O selo do Espírito torna-o inviolável, e, portanto, livre de uma vez por todas, dos espíritos malignos que nele poderiam atuar. Além disso, o selo garante que a “carta” chegará segura ao seu destino final. Rm.8:9; I Co.12:13; Ef.1:13; II Co.3:3; 6:16; I Jo.5:18

  1. Que o Espírito Santo é Quem regenera, e imprime no homem a imagem de Deus, perdida com a Queda, e que tal obra é chamada de santificação. I Co.3:18; II Ts.2:13; I Pe.1:2

  1. Que a conversão, a libertação, e a regeneração são atos instantâneos operados pelo Espírito Santo naqueles que crêem, enquanto que, a santificação é gradual, sendo processada através da renovação do entendimento, pela atuação do Espírito em con-junto com a ministração da Palavra. Ao converter-se, o homem torna-se posicionalmente santo, porém, seu viver diário deverá ser santificado na medida em que for exposto à obra do Espírito. Rm.12:2; Hb.10:14; Tg.1:21; Jo.15:3

  1. Que a libertação, a cura física, espiritual e emocional, o perdão, e todos os demais benefícios de Deus para os Seus filhos seguem a seguinte ordem: a) Foram ordenados na eternidade; b) Liberados na Cruz; c) Hoje devem ser: Proclamados e impetrados pelos ministros de Deus; confessados e assumidos com ação de graças por aqueles que crêem; e manifestados por intermédio da fé. Todas as bênçãos de Deus para nós são bens já realizados, e constituem nossa herança em Cristo. Temos, então, o direito de usufruí-las já nesta vida, e em toda a sua plenitude na eternidade. Sl.133:3; Ef.1:3; Sl.40:5,10; 64:9; 68:11; Rm.10:10; Hb.9:11; II Pe.1:3-4; Gl.4:7

  1. Que o perdão, embora tendo sido liberado na Cruz, só é testificado no coração do crente, mediante o arrependimento e a confissão dos seus pecados. É como um remédio que está na prateleira, esperando ser aplicado à ferida. É necessário, portanto, expor a ferida à ministração do remédio. É pela confissão que expomos as feridas de nossa alma, provocadas pelo pecado, e recebemos a ministração do santo remédio, cuja fórmula (justiça e misericórdia) foi composta na Cruz. Ef.4:32; I Jo.1:7-10

  1. Que a oração é iniciativa de Deus, que leva o homem a desejar e pedir aquilo que já lhe foi ordenado pela Providência Divina.  Cabe ao Espírito Santo revelar-nos o que Deus já preparou para nós. Afinal, se Ele já fez provisão de tudo, não há lugar pra improvisos. O ciclo da oração (revelação, desejo, pedido e resposta) resulta em ação de graças. Rm.8:26-28; I Co.2:9-10,12,16; Fp.4:6; Cl.2:7

  1. Que o sucesso espiritual de alguém é aferido pelo número de ação de graças que se faz por ele em oração a Deus. II Co.1:11; 9:11-15; Mt.5:16

  1. No sacerdócio universal dos salvos. Todos os crentes, indis-tintamente, possuem igual acesso à presença de Deus, e devem ser considerados Seus ministros perante os homens, devendo proclamar as verdades eternas, quer pela pregação ou pelo testemunho pessoal. Não distinguimos leigos de sacerdotes, porém, admitimos haver diferentes graus de ministério e de autoridade, de acordo com a função exercida no Corpo. Também admitimos haver ministros de tempo integral, cujo sustento é oriundo dos recursos levantados pela igreja. Ap.1:6; I Pe.2:5; II Co.3:6; 5:19-20; Ef.4:11-12; I Co.12:28; I Tm.5:17; Gl.6:6

  1. Que cabe ao crente encher-se do Espírito Santo continuamente, e o ideal é que tal experiência se dê de forma coletiva, e não individual ou isolada. Encher-se do Espírito não é ter mais dEle, e sim, dar-se em maior medida a Ele, expondo e submetendo cada área da vida à Sua bendita influência.  Na Nova Aliança, não é possível receber alguma porção extra do Espírito, pois em Cristo recebemos a plenitude. Hb.10:25; Ef.3:17-18; 5:18-19; At.2:1-2; 4:31; Cl.2:10; Jo.1;16; 3:34

  1. Na contemporaneidade dos dons espirituais, que visam promover a edificação da igreja, e não a promoção pessoal de quem quer que seja, sendo distribuídos de acordo com a vontade de Deus. Se os dons houvessem cessado, como defendem alguns, então a ciência teria passado. I Co.12:4-11; 13:8-10

  1. Que as manifestações milagrosas visam evidenciar o Reino de Deus entre os homens, e confirmar a Palavra proclamada. Mt.12:28; Mc.16:20

  1. Que o reino de Deus é uma realidade atual, estabelecido na terra através do primeiro advento de Cristo, e que se encontra em expansão pela agência da igreja, a quem cabe proclamá-lo, discipulando as nações no cumprimento da Grande Comissão. Mt.28:19-20; Cl.1:13; Hb.12:28; Lc.17:20-21; Mt.13:31-33

  1. Que os santos devem reinar com Cristo em vida, isto é, já na presente era, declarando o domínio de Cristo sobre todas as esferas da vida: artes, ciência, governo, economia, educação, e etc., e ensinando os princípios do reino contidos nas Escrituras que devem reger cada uma destas esferas. Dn.7:18,27; Rm.5;17; Hb.12;28; Ap.3:11

  1. Que aos santos foi dado o poder de exercer juízo sobre as nações da Terra, reprovando as suas más obras, denunciando-as através de orações imprecatórias, e testemunhando contra os seus pecados diante de Deus. Sl.149:6-9; Jr.1;9-10; Dn.7:22; 26-27; I Co.6:2; II Co.10:4-6; Ap.8:3-6; 20:4

  1. Na imortalidade da alma (parte imaterial do homem = espírito e alma), na ressurreição do corpo, no Juízo Final, na felicidade eterna dos salvos, e no castigo eterno dos ímpios.
Ec.12:7;  Lc.6:23; 23:43; Mt. 3:2; 5:29-30; 12:36; 22:30; 24:31; 25:31-46;  I Co.15:13;  Ap.21:8

  1. Que as almas dos salvos, após a morte, deixam o tempo, e  são remetidas diretamente à presença imediata de Cristo, e ao último dia, sem intervalo, nem estado intermediário, recebendo corpos incorruptíveis. Lc.19:31; II Co.5:2-4,8; 12;4; Ap.6:9-11; Is.40:10; Mt.5:12; 6:1; 10:42; I Co.3:8; Ap.11:18; 22:12; Fp.1:23b; 3:21;  Rm. 8:23. 

  1. Que haverá uma ressurreição geral no último dia, que incluirá justos e ímpios, diferindo apenas no destino que tornarão, e no tipo de corpos que receberão. Dn.12:2; Jo.5:28-29; 11:24; At.24:15

  1. No progresso do Evangelho, no cumprimento da Grande Comis-são que culminará na conversão de todas nações, provocando no mundo as condições de justiça e paz, que devem caracterizar a idade áurea do Milênio que precederá o Retorno de Cristo a Terra. Sl.22:27-31; 72:11,17,19; Is.11:9; 40:5; 45:23; Dn.2:35,44-45; At.3:21; Rm.16:26; I Co.15:24-25

  1. Que o Milênio representa o período compreendido entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Por isso, não deve ser entendido literalmente. Foi instaurado quando Cristo ascendeu ao Céu, e chegará ao fim quando Ele retornar a Terra, sendo substituído pelo Estado Eterno. I Co.15:24-28

  1. Que Cristo reina como Deus sobre o trono do Pai, e como Homem sobre o trono de Davi, possuindo assim toda autoridade nos céus e na terra. Mt.28:19-20; Hb.1:8; Ap.3:21; Lc.1:32; At.2:29-36

  1. Que como Rei, Jesus Cristo está no controle de todas as coisas, regendo as nações da Terra com Cetro de Ferro, trazendo juízo sobre as rebeldes, e recompensando as que reconhecem a Sua soberania e obedecem à Sua Palavra. Sl.2:1-12;  72:8,11,17; 86:9; Is.9:6-7; Ap.19:15-16

  1. Que Satanás e suas hordas encontram-se derrotados, e amarrados, no sentido de não poderem coibir o avanço do Evangelho às nações do mundo. Is.49:24-25; Mt.12:28-29; Lc.11:20-22; Cl.1:13; 2:15; Hb.2:14; II Pe.2:4; Jd.6; Ap.20:1-3

  1. Que Cristo Se manifestará visivelmente pela segunda vez, para estabelecer Seu Tribunal, e inaugurar na Terra o Estado Eterno, do qual participarão os santos de todas as eras. Mt.25:31-34; At.17:31; I Ts.4:13-17; Hb.9:28

  1. Que o Evangelho tem poder para transformar a sociedade, tanto quanto para transformar o indivíduo. Is.58:11-12; 61:1-4; At.8:6-8

  1. Que todas as coisas, tanto as que estão nos céus (invisíveis e espirituais), quanto as que estão na Terra (visíveis e materiais), foram criadas por Deus, sendo Cristo a origem, o sustentador, e o alvo de sua existência. Portanto, a criação como um todo é originalmente boa, e tem como propósito o louvor da glória do seu Criador. Gn.1:31;Jo.1:1-3; Cl.1:16-17; I Tm.4:4; Hb.1:1-3; 2:10

  1. Que o pecado danificou a ordem original, trazendo maldição sobre toda a criação. Gn.3:17; Rm.8:20

  1. Que o propósito original de Deus para a criação não foi descartado, e que, por meio de Cristo, é retomado. Nele, Deus fez convergir todas as coisas, tanto as espirituais quanto as materiais, promovendo assim a harmonia que havia se perdido, e a reconciliação entre a criação e o Criador.  Ef.1:9-10; Cl.1:20

  1. Que a Nova Criação é produto da reconciliação entre Deus e Sua criação original. Aos poucos, a criação atual vai dando à luz uma nova criação. Se Cristo é o segundo Adão, e nós somos novas criaturas, logo, deve haver também um Novo Céu e uma Nova Terra. Rm.8:22;  Is.66:8,22;  I Co.5:17-19; Ap.21:1,5-6

  1. Que pela proclamação da Igreja, o processo de restauração viabilizado, inaugurado e desencadeado pela Cruz de Cristo é manifestado aos homens, convocando-os a trabalhar pela reconstrução da sociedade, e a zelar pela criação. Rm.8:19-21; Ef.3:8-11; Is.61:4; Is.58:12

  1. Que Deus fez o homem para exercer domínio sobre a Terra; sendo ele a imagem e semelhança de Deus, e a coroa da criação, está incumbido de protegê-la, desenvolvê-la e usufruir de seus benefícios. Gn.1:26-28; 2;15; 3:23; 9:1-3; Sl.8:4-6

  1. Que ao pecar, o homem entregou seu principado a Satanás, que a partir de então, tornou-se o príncipe deste mundo.  E que Cristo, ao Se fazer homem, retomou aquilo que foi confiado ao homem, despojando o diabo da autoridade que possuía sobre as nações. Lc.4:5-6; Jo.12:31; Ap.11:15-17

  1. Que através de Cristo, o homem é reconduzido à sua posição original de domínio. Dn.7:27; Rm.5:17; Ef.2:6; Ap.1:6; 5:10; 20:6

  1. Que a Igreja é a Nova Jerusalém, tipificada em Apocalipse, a Esposa do Cordeiro, a Sociedade criada por Deus para servir de paradigma às nações.  Ap.21:2,9-10; Mt.5:4

  1. Que a Igreja é o único povo de propriedade exclusiva de Deus, posto antes ocupado por Israel. I Pe.2:9-10; Ex.19:5-6; Rm.9:8,25-26,; 11:7; Mt.21:43; Gl.4:24-31

  1. Que a última nação a converter-se ao Evangelho será Israel, e assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos. Rm.11:11-15, 25-26; Mt.20:16

  1. Que são duas as ordenanças/sacramentos praticados pela Igreja como símbolos externos da obra realizada pela Graça no homem: o Batismo e a Ceia do Senhor. Mt.28:19; Mc.16:16; I Co.11:23-33

53.     Que o Batismo nas águas não produz regeneração, mas tão-so-mente torna público o ingresso do indivíduo à Igreja Visível, testemunhando do seu compromisso com a comunidade local dos santos, e de sua obediência à ordem de Cristo. Embora não seja salvífico, os verdadeiramente salvos não rejeitariam o batismo, pois estariam desobedecendo a seu Salvador. Repudiamos a doutrina da regeneração batismal, por dar ao batismo um poder salvífico, que só a Graça de Deus possui. Em vez disso, abra-çamos o ensino escriturístico de que o batismo é uma figura da obra feita pelo Espírito, ao introduzir-nos no Corpo de Cristo. O batismo pode ser comparado ao parto de uma criança; sua concepção se deu no momento em que a semente masculina fecundou o óvulo, mas é através do parto que a nova vida gerada no oculto do ventre materno se manifesta ao mundo. Assim também, o Novo Nascimento se dá no momento em que a Pala-vra pregada vai de encontro à alma faminta, fecundando-a, e ge-rando ali uma nova criatura. Será através do batismo que esta Nova Vida se apresentará ao mundo. At.10:47; I Co.12:13; I Pe.3:21

  1. Que o batismo realizado pelo Espírito Santo nos faz participantes da Vida, da Morte, Sepultamento, Ressurreição, Ascensão e Entronização de Cristo. Rm.6:3-4; Cl.2:12; Ef.2:6

  1. Que o que valida o Batismo não é o método usado (imersão ou aspersão), mas o ato em si, devendo ser ministrado pelo pastor responsável pelo rebanho no qual a pessoa está ingressando. Mesmo adotando a imersão, não temos qualquer resistência em receber em nossa comunhão alguém batizado por aspersão. Cremos que a imersão é o método que mais se aproxima do modelo bíblico, e podemos compará-la a um “parto normal”. A aspersão pode ser comparada a um “parto cesariano”.  Embora não seja o caminho natural, pode ser aceito, desde que a nova vida em Cristo não seja “abortada”. O mais importante não é a quantidade de água usada na cerimônia, mas o Nome nela invocado. De acordo com os testemunhos bíblicos, deve-se invocar o Nome de Jesus, comum às três Pessoas da Santíssima Trindade. Ao batizar, o fazemos em o Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que é o Nome de Jesus. Ez.36:25; Mt.28:19; At.2:38; At.10:48; At.19:5; Rm.10:13; Ef.3:14-15; Jo.17:11

  1. Que a Ceia do Senhor é a Celebração e o Testemunho da Sua Morte, devendo ser ministrada como Eucaristia (Ação de Graças), e não como superstição e misticismo. Rejeitamos qualquer conceito de transubstanciação, por acreditarmos que os elementos utilizados na Ceia apenas representam o corpo e o sangue de Jesus, em vez de se transformarem neles, como defende a teologia católica romana. Alguns poderão argumentar que Jesus disse: “Isto é o meu corpo”, e não apenas “Isto representa o meu corpo”. Se partirmos deste raciocínio, então teremos que entender literalmente outras passagens. Por exemplo: Ele não disse que representava uma videira, e sim que era a videira verdadeira. Ele também disse que somos o sal da terra, a luz do mundo, e etc. I Co.11:24,26

  1. Que o Novo Nascimento, indispensável à salvação, ocorre no momento em que se crê no Evangelho Eterno, e se recebe a Cristo como Salvador e Senhor. Jo.3:33; Ef.1:13

  1. Que não há salvação fora de Cristo Jesus, sendo impossível ao homem salvar-se a si mesmo. At.4:12; Jo.14:6

  1. Que Deus decreta os fins e estabelece os meios. Tendo decretado na eternidade a salvação dos eleitos, estabeleceu que o meio usado para isso seria a pregação. I Co.1:21; Rm.10:14-15; At.18:9-10; Jo.10:16

  1. Que em Cristo, Céus e Terra unem-se novamente, e que, por isso, já não há separação entre a realidade espiritual e a material. Em Cristo, o invisível se fez visível, o espírito se fez carne, e o céu desceu até nós. Através dEle, já adentramos os portões celestes, para ali habitarmos para sempre. Ao término da história, quando se inaugurar o Estado Eterno, o que nos é invisível hoje, manifestar-se-á plena-mente, e Cristo será tudo em todos. Ef.1:10; Cl.1:19-20; Ap.21:1; Hb.12:22-23; Ef.2:6

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