Terça-feira, Dezembro 01, 2009
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Domingo, Novembro 08, 2009
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Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Transpondo a Lei do Dízimo

Muito se tem discutido sobre a legitimidade do dízimo durante o regime da Nova Aliança. Para muitos, com o fim da Lei, encerra-se também a obrigatoriedade do dízimo.
Vamos deixar as paixões de lado, e examinar o assunto com o coração aberto.
De fato, o dízimo figura nas Escrituras Sagradas mesmo antes da instituição da Lei. O escritor de Hebreus diz que o patriarca Abraão separou o dízimo de tudo, e o entregou a Melquisedeque, sacerdote de Salém.
Nesta passagem é dito que o fato de Abraão lhe haver entregue o dízimo demonstrava o quão grande era Melquisedeque (Hb.7:4). Portanto, tributar-lhe o dízimo de tudo era o mesmo que reconhecer sua superioridade. Abraão, o menor, foi abençoado por Melquisedeque, o maior (7:7).
Ainda não havia templo em Jerusalém, nem mesmo havia sido instituído o sacerdócio levítico, mas isso não impediu que o patriarca entregasse seus dízimos.
Somente séculos depois, com a instituição da lei, os filhos de Levi foram autorizados por Deus a “tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos” (v.5).
Neste caso, “recebem dízimos homens que morrem” (sacerdotes levíticos), mas no caso de Melquisedeque, figura de Cristo, “os recebe aquele de quem se testifica que vive” (v.8).
Portanto, onde haja sacerdócio, ali também haverá quem receba dízimos.
Alguém poderá objetar dizendo que não há nenhuma palavra sobre o dízimo no Novo Testamento. Ledo engano!
O próprio Jesus o endossou ao censurar a hipocrisia dos religiosos de Seu tempo:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt.23:23).
Mais claro que isso? Impossível.
Jesus não os censurou por darem o dízimo, e sim por omitirem aspectos mais importantes da lei. Deveriam ser zelosos tanto na entrega do dízimo, quanto na observação da justiça, da misericórdia e da fé.
E repare quão detalhistas eles eram. Davam o dízimo até do tempero da comida!
Pode até parecer legalismo de sua parte. Porém Jesus declarou que se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus (Mt.5:20).
A graça nos ensina a ir muito além do dízimo!
Por que Paulo e os demais apóstolos não precisam ensinar sobre o dízimo? Porque para os cristãos primitivos, dar o dízimo era fichinha.
Eles aprenderam a ir muito além do dízimo.
Também convém salientar que se os apóstolos fossem contrários ao dízimo, eles teriam combatido-o com a mesma veemência com que combateram a circuncisão.
Os mesmos que hoje combatem o dízimo deveriam reconhecer que se o Evangelho chegou até nós, foi graças à fidelidade daqueles que deram muito mais do que o dízimo, patrocinando empreendimentos missionários ao redor do globo.
Entregar 10% de nossos rendimentos é dar o que já é esperado. Jesus nos ensinou a transpor os limites das expectativas que nos são postas.
Veja o que Ele diz sobre isso:
“Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. E se alguém quiser demandar contigo e tirar-te a túnica deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt.5:39b-41).
Este princípio também se aplica à questão das contribuições na igreja. E podemos ver um exemplo disso na segunda epístola de Paulo aos Coríntios.
Paulo dá testemunho da surpreendente atitude dos irmãos das igrejas da Macedônia. Devido à sua pobreza, Paulo quis poupá-los de ter que enviar ofertas para a igreja em Jerusalém. Porém eles imploraram para participarem desse privilégio (2 Co.8:4).
“Sua profunda pobreza transbordou em riquezas de sua generosidade. Pois segundo as suas posses ( o que eu mesmo testifico), e ainda ACIMA DELAS, deram voluntariamente (...) E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (vv.2b-3,5).
Entregar o dízimo é dar de acordo com a nossa posse.
Uma das coisas que me causam admiração no dízimo é que ele nivela a todos dentro da congregação. Ninguém dá mais, nem menos. Tanto o dízimo de um empresário bem-sucedido, quanto o de uma empregada doméstica têm o mesmo valor, a décima parte.
Porém, somos desafiados pelo Senhor a sermos imitadores das igrejas da Macedônia, transpondo a lei do Dízimo, e dando além de nossas posses.
Interessante que Paulo dá testemunho da generosidade dos Macedônios em sua carta aos Coríntios, e ao mesmo tempo diz que se gloriava da prontidão dos Coríntios perante os Macedônios (9:2). Generosidade e prontidão devem andar de mãos dadas.
Se deixarmos a obra de Deus por último, talvez não sobre nada.
Temos que aprender a colocar o reino de Deus em primeiro lugar.
Nossas contribuições, sejam a título de dízimo ou de oferta, devem ser preparadas de antemão, e que sejam expressão de generosidade, e não de avareza (v.5).
Muita gente dá o dízimo como o desencargo de consciência. Acham que já estão fazendo muito.
O dízimo deve ser considerado o piso, e não o teto de nossas contribuições.
A mesma passagem usada pelos pregadores para exortar a igreja a ser fiel nos dízimos, também menciona outro tipo de contribuição que estava sendo sonegado.
Repare no que diz a passagem em questão:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml.3:8).
Nem todo mundo está devidamente familiarizado com a expressão “oferta alçada”. A maioria de nós sequer ouviu falar disso.
Oferta alçada é qualquer oferta cujo valor exceda o valor do dízimo.
O que os cristãos macedônios estavam fazendo era cumprir este mandamento. Oferta alçada é aquela que vai além de nossas posses.
O Dízimo é o mínimo que um cristão pode fazer pela manutenção das obras realizadas pela igreja.
Dele dependem aqueles que vivem do Evangelho. Ministros que se dedicam integralmente à igreja, e quem têm filhos para criar, aluguel de casa pra pagar, contas, compras, etc. Alguns são obrigados a cumprir jornada dupla, porque a igreja não atende às suas necessidades. Não nada de mal nisso. O próprio Paulo teve que fazer tendas para garantir sua subsistência por um tempo. O problema é que, ao trabalhar fora, o pastor já não poderá dedicar cem por cento do seu tempo ao rebanho.
O padrão estabelecido pelas Escrituras está claro:
“Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Co.9:14).
Veja ainda a recomendação de Paulo a Timóteo:
“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca do boi quando debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm.5:17-18).
Se as igrejas abolissem os dízimos, e contassem exclusivamente com as ofertas voluntárias, como se manteriam e fariam planos para o futuro?
A vantagem do dízimo é a sua regularidade. Dá pra se fazer um planejamento, comprar uma propriedade para igreja, contratar novos funcionários, enviar missionários, etc., porque se tem um orçamento fixo.
A diferença básica entre dar o dízimo na Lei, e entregá-lo voluntariamente na Graça está na motivação com que se faz.
O que se faz sob a Lei, se faz por mera obrigação religiosa. Mas o que se faz sob a égide da Graça, se faz por gratidão.
Detesto constatar que a maioria daqueles que dão o dízimo, o faz por medo de um suposto espírito maligno identificado como “o devorador”. Definitivamente, não há demônio ou legião com este nome.
O que a Bíblia chama de “devorar” são as circunstâncias adversas sobre as quais não temos poder. Mesmo sabendo que o Senhor repreende o devorador, não deve ser esta a nossa motivação.
Seja a título de dízimo ou de oferta voluntária, tudo o que fizermos deve ser feito por amor e gratidão, jamais por coação ou constrangimento.
Uma Igreja Geracional
A igreja deve prover um ambiente acolhedor a todas as gerações, e trabalhar com afinco para que se atenue o conflito entre elas.Não se pode, por exemplo, focar exclusivamente no público jovem, e esquecer-se da terceira idade. O mesmo Jesus que acolheu as crianças, também deu atenção ao velho Nicodemos.
Todo relacionamento verdadeiro depende de uma base de valorização e respeito mútuos. Esta expectativa fundamental da aceitação dos outros pode ser visto mais claramente do que no relacionamento entre pessoas de diferentes gerações.
Como uma família, cada igreja necessita:
1- Estabelecer um valor fundamental da família.
2 - Desenvolver a compreensão inter-geracional, respeito, cooperação e ministério.
3 - Construir um crescimento e um plano de evangelismo que inclui discipulado e evangelismo geracionalmente sensível.
4 - Ser transformada em uma expressão visível da família de Deus.
O modelo de gerações oferece uma abordagem com base bíblica para a construção de fortes relacionamentos internos em uma família da igreja entre gerações diferentes e que a meta do ministério para as necessidades de geração da comunidade.
O Núcleo: Cinco princípios que descrevem o que significa a geração de uma família da igreja bíblica:
Multi-geracional (Multi: Muitos) - Acolher
Intra-geracional (Intra: Dentro, interno) - Defender
Primeiro Princípio: ACOLHER
MULTI – Muitos
1 Coríntios 12:14 – “Ora, o corpo não é um só membro, mas muitos.”
Romanos 15:7 – “Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para a glória de Deus.”
Uma congregação Multi-Geracional ABRAÇA a diversidade de gerações, raças, culturas e estilos de adoração. Reconhecendo que a unidade em Cristo não significa uniformidade; a igreja Multi-Ger mantém a ortodoxia bíblia enquanto celebra diferentes expressões de ministério.
Nela, o jovem não se sentirá recriminado pela sua forma de vestir, de falar, ou por causa do estilo musical de que gosta. O ancião não se sentirá ameaçado, encostado, deixado de lado.
Um exemplo disso é o episódio em que Jesus repreende Seus discípulos, quando tentavam impedir que as crianças chegassem a Ele. Não as impeçam, deixem-nas vir a mim!
Todas as faixas etárias tinham igual acesso a Ele. Idosos como Nicodemos, que preferia a discrição, eram acolhidos por Jesus.
Jovens, adultos, pais e filhos, eram todos bem-vindos.
Não há mais lugar para igrejas especializadas num determinado público. A igreja é, por definição, uma comunidade aberta a todos. Ela é a sociedade modelo. A Nova Jerusalém.
Zacarias antevê esta sociedade, e profetiza:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu bordão, por causa da sua muita idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão” (Zc.8:4-5).
Segundo Princípio – DEFENDER
Efésios 4:16 – “Do qual todo o corpo bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.”
Uma congregação Intra-Ger reconhece a existência de necessidades específicas de cada geração dentro da igreja. Uma igreja Intra-Ger insiste que cada grupo geracional defenda seus membros provendo ministérios específicos (alvos) e discipulado.
Não basta acolhê-los. É necessário que compremos sua briga, isto é, saiamos em defesa de cada geração, buscando compreender suas peculiaridades, sua cosmovisão.
O jovem precisa saber que vai encontrar na igreja quem o defenda, não quem o condene. Vai encontrar mãos estendidas, não dedos à riste.
Carecemos de uma igreja engajada contra a exploração do trabalho infantil, contra a exploração sexual, contra as injustiças sofridas pelos idosos.
Terceiro Princípio – PARCERIA
PARA – Ao lado
1 Tessalonicenses 5:11 – “Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também estais fazendo.”
Uma congregação Para-Ger funciona como um time e seus diversos grupos geracionais fazem parceria com os demais, para prover um ministério de entrosamento entre gerações, dentro e além da igreja.
Se não tomarmos os devidos cuidados, corremos o risco de dividir a igreja em trincheiras geracionais, digladiando entre si. Temos que apresentar o caminho da cooperação como alternativa ao caminho da competição.
Jovens podem lutar pela causa dos idosos, e vice-versa. Não são adversários, mas parceiros.
Quarto Princípio – MULTIPLICAÇÃO
TRANS – Através, de um para o outro
2 Timóteo 2:2 – “E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.”
Uma congregação Trans-Ger leva a sério o mandato bíblico de multiplicar através de orientação, treinamento e discipulado. Cada geração tem responsabilidade para a próxima geração e visa proporcionar um exemplo de fidelidade para ensinar e liderar.
Ora, jovens são atraídos por outros jovens. Anciãos se sentem mais à vontade quando percebem que há outros de sua faixa etária no mesmo ambiente.
Temos que estimulá-los a atrair outros semelhantes a eles para a igreja.
Quinto Princípio – CRESCIMENTO
META – Mudança, ir além das formas estabelecidas
2 Tessalonicenses 1:3 – “Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós, como é justo, porque a vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com os outros.”
Uma congregação Meta-Ger percebe que todos os seus membros devem crescer e irá, naturalmente, transitar de uma geração para a seguinte. A igreja Meta-Ger visa proporcionar uma preparação e ajudar através de cada uma destas mudanças.
Forever Young foi um sucesso da década de 80. Todos gostariam de continuar jovens para o resto da vida. Mas isso é impossível. Mesmo com plásticas, com tratamentos caríssimos, por mais que a pessoa rejuvenesça sua aparência, por dentro, ela terá sua própria idade. O acúmulo de experiências vai torná-la mais sóbria, prudente e sábia. Temos que ajudar as pessoas a transitarem de um grupo para o outro, sem jamais se sentirem inferiores, diminuídos ou preteridos.
Peter Pan ainda não se converteu!
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Quinta-feira, Outubro 08, 2009
Canção Oficial da I Conferência de Verão da REINA
A Luz do Alvorecer
Rei de todo Universo
Onde quer que eu vá
Teu amor me achará
Oh, Rei, uma só coisa peço
Não me deixe escapar
De Tua Graça sem par
Eis-me aqui, junto a Ti
pronto a oferecer
meu presente, meu futuro
Eis-me aqui, junto a Ti
A luz do alvorecer
É que acende meu escuro
Eis-me aqui, usa-me
no fluir do poder
do Espírito Santo,
Só em Ti me garanto.
Faz manifestar assim
a plenitude do Teu Ser
Que o mundo possa olhar pra mim
e te reconhecer.
Autor: Hermes C. Fernandes (1987-7 de Outubro de 2009)
Comecei a compor esta canção em 1987, na rampa de uma estação de trem, enquanto esperava minha então namorada Tânia. Lembro-me que usei um papel de pão para esboçar a letra. Nunca consegui terminá-la. Somente agora, 22 anos depois, tão longe da minha terra e da minha gente, consegui dar o arremate final. Sua melodia nunca saiu da minha cabeça. Tem me acompanhado ao longo dos anos, como uma espécie de trilha sonora do meu ministério. Já, já, estarei postando um vídeo com a canção para que todos aprendam e possam cantá-la durante a celebração dos dezoito anos da REINA.










